Descendente é um projeto artístico e educacional que narra a experiência identitária do artista Matheus Pezzotta em contato com a sua descendência quilombola, Quilombo do Carmo (São Roque/SP). Atravessado por vozes negras, remonta cenários familiares, históricos, geográficos e musicais de memória afro-diaspórica do interior de São Paulo.
Intraterrestres: haverá vida na Terra? é um projeto artístico que une música e literatura para investigar, de forma sensível e provocadora, os desafios da crise climática.
A partir da criação autoral e do diálogo com saberes ancestrais e contemporâneos, o projeto se desdobra em duas frentes: o espetáculo lítero-musical, que convida o público a repensar sua relação com o mundo natural, e a oficina Criação de Canções de Dentro da Terra, espaço de experimentação coletiva onde palavra, som e imaginação se encontram como ferramentas de escuta, criação e transformação.
Com uma visão complexa da crise climática, Intraterrestres buscam despertar um esperançar interespécies, promovendo a criação coletiva de novas formas de existir fundamentadas em cosmovisões marginalizadas e ideias dissidentes.
Formado em 2018 em São Paulo, o trio Os Cafumangos reúne Gustavo Surian, Paulo Mantovani e Matheus Pezzotta em uma proposta de criação coletiva que articula experimentação sonora e pesquisa.
Seu trabalho transita por ritmos como maracatu, ijexá, reggae e chacarera, em diálogo com a música contemporânea. O grupo lançou o EP Os Cafumangos (2019), com canções premiadas, desenvolveu projetos como o audiovisual Sentido, voltado à acessibilidade em LIBRAS, e lanço o Ep Três pontos em 2021.
Concerto construído a partir de memórias, sonoridades e saberes negros do interior paulista. A performance do violonista e pesquisador Matheus Pezzotta nasce do encontro entre sua trajetória artística e a investigação das memórias afro-caipiras.
O repertório se estrutura a partir da oralidade, de testemunhos e de vivências compartilhadas, atravessando musicalidades como o Jongo e o São Gonçalo, além de saberes centenários ligados às tradições afro-católicas, como os Cantos em Oração, e às reminiscências do Samba de Bumbo. Nesse percurso, a música se afirma como território de memória, evocação e permanência.